Contrato de Namoro Tem Validade Jurídica? O Que Realmente Protege
Entenda os limites desse instrumento antes de contar com ele para proteger seu patrimônio.
O chamado contrato de namoro se popularizou como uma forma de casais declararem que ainda não vivem em união estável, evitando que a convivência seja interpretada como tal pela Justiça. Mas até que ponto esse documento realmente protege o patrimônio de quem o assina?
O que o contrato consegue provar
Esse instrumento pode servir como indício de que o casal ainda não pretendia constituir família nos moldes da união estável, sendo um elemento a mais na análise do juiz. No entanto, ele não tem o poder de, sozinho, afastar o reconhecimento de uma união estável se os fatos demonstrarem o contrário.
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Falar com Advogado EspecialistaO que a Justiça observa além do contrato
- Convivência pública, contínua e duradoura entre o casal
- Existência de objetivo de constituir família
- Comportamento do casal perante terceiros
- Fatos concretos que contradigam o que consta no documento
Um instrumento complementar, não substituto
Casais que realmente desejam proteção patrimonial durante um relacionamento sério devem considerar instrumentos mais robustos, como o contrato de convivência com regras claras, caso a união estável já esteja configurada, em vez de depender exclusivamente do contrato de namoro.
A Advocacia Custódio orienta casais sobre qual instrumento jurídico realmente atende à fase e à realidade do relacionamento, evitando falsa sensação de segurança.